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Páscoa para farmácias

  • Foto do escritor: Iqnus Tecnologia
    Iqnus Tecnologia
  • 1 de abr.
  • 2 min de leitura

A Páscoa não é, naturalmente, uma grande data de vendas para farmácias como é para supermercados ou lojas de chocolate. O cliente não enxerga a farmácia como destino principal para esse tipo de compra, e tentar competir nesse cenário, principalmente em preço e variedade, quase nunca funciona.


Mas isso não significa que a data seja ruim para vender. Pelo contrário: quando bem aproveitada, a Páscoa pode gerar resultado — não por atrair novos clientes, mas por estimular compras de quem já tem relação com a farmácia.


A vantagem da farmácia está na sua capacidade de resolver problemas de última hora, oferecendo rapidez e evitando as filas exaustivas dos grandes mercados. Além disso, a maioria das pessoas não pode ou não quer gastar entre R$ 60 e R$ 100 em um ovo, especialmente nos públicos B, C e D. Esse consumidor busca alternativas menores, mais baratas e que sejam "bonitas o suficiente" para presentear. É aqui que a farmácia tem uma vantagem enorme: o mix flexível.


Em vez de vender o produto unitário, a farmácia precisa montar kits com alta percepção de valor. O ponto central não é apenas o produto, mas a comparação que o cliente faz: "Por esse preço, eu levo mais coisas do que um ovo sozinho". Para isso, a execução é fundamental:


  • Montagem do Kit: Utilize ovos pequenos ou médios, barras de marcas conhecidas, bombons e itens que a farmácia já vende, como hidratantes e sabonetes.

  • Apresentação: Se o kit parecer improvisado, ele não vende. Ele precisa parecer um presente real, com caixas organizadas, laços, fitas ou sacos transparentes bem montados. Isso elimina o esforço do cliente e aparece como uma solução pronta.



Outra estrategia são combos para atender quem precisa de vários presentes, para sobrinhos e afilhados por exemplo, e busca volume com preço acessível através de kits de unidades menores ou caixas de chocolate com boa apresentação.


Toda essa operação se baseia na conveniência. Enquanto o supermercado sofre com lotação e estoque acabando, a farmácia oferece rapidez e delivery. Mas isso precisa ser comunicado com foco no comportamento real do cliente, usando abordagens como: "Deixou para última hora? A gente resolve" ou "Presente pronto e com entrega".



O erro mais grave é esperar o cliente entrar na loja. As vendas de Páscoa na farmácia acontecem quando você ativa sua base de clientes. Não espere que a data traga gente nova; use-a para praticar ações com quem já é seu cliente. Envie mensagens curtas com foco em conveniência e preço, mantenha uma chamada clara para ação e, principalmente, responda rápido. Puxar o fechamento e não deixar a conversa morrer é o que garante a venda.


No fim, quem vende mais não é quem tem o melhor ovo, mas quem transforma um produto comum em uma solução prática.


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